Tchau querido!

A casa caiu para o agora ex-deputado Eduardo Cunha.

por: Franklin Couto  atualizado às: 03h00

O agora ex-deputado Eduardo Cunha.
Na foto o ex-deputado Eduardo Cunha.

Depois de onze meses de manobras dignas de um grande estrategista, o agora ex-deputado Eduardo Cunha teve seu mandato cassado com votação esmagadora.

Por 450 votos a favor de sua cassação contra 10 contrários, além de inelegível por um ano, Eduardo Cunha perde o foro privilegiado e o coloca à mercê da justiça convencional.

Agora, sendo julgado sem os privilégios de um Deputado, a chance de uma punição mais severa se faz muito mais possível.

Mesmo com o resultado desfavorável, Eduardo Cunha deixou o plenário erguendo a cabeça e se declarando vítima de vingança por ter dado abertura ao processo que culminou no impedimento da ex-presidente Dilma Rousseff.

Vingança ou não, o fato é que estamos assistindo a queda de grandes nomes da política. Mesmo que tudo mediante a forte pressão popular e midiática, um breve ponta de esperança talvez já possa começar a ser realimentada.

Abaixo vai a lista dos deputados que votaram contra a cassação do mandato de Eduardo Cunha. Estamos a dois anos do pleito de 2018 e é importante termos ciência desses nomes.

Deputados contrários à cassação de Eduardo Cunha:

  • Carlos Marun (PMDB)
  • Paulo Pereira da Silva (SD)
  • MARCO FELICIANO (PSC)
  • Carlos Andrade (PHS)
  •  Jozi Araújo (PTN-AP)
  • Júlia Marinho (PSC-PA)
  • Wellington (PR-PB)
  • Arthur Lira (PP-AL)
  • João Carlos Bacelar (PR-BA)
  •  Dâmina Pereira (PSL-MG).

Todo os outros 450 deputados dos 460 presentes votaram a favor da cassação.

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A VOLTA DO PMDB.

Pela terceira vez o partido coloca membros na cadeira mais cobiçada do país sem concorrer a eleição.

por: Franklin Couto.
atualizado às : 01h11

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O presidente Michel Temer ( PMDB ) toma posse da presidência da republica após afastamento de Dilma Rousseff.

Brasil – Sim, como todos já imaginavam o impedimento de Dilma Rousseff chegou. Na realidade, ela ainda não está definitivamente impedida, mas, é bem pouco provável que ela encontre condições de governabilidade caso o crime de responsabilidade não seja provado.

Apesar de todo o alerta sobre o poder em excesso para um partido que não sustenta boa fama já faz um tempo, pelo menos o mercado já sinaliza a possibilidade de mais investimentos no país. Isso pode nos dar a chance de respirar, nem que seja por alguns meses.

Agora que o martelo foi batido, o presidente Michel Temer ( PMDB ) dispõe de grande maioria em ambas as casas e, isso lhe garante a governabilidade que o governo Dilma não conseguiu encontrar. Isso associado a escolhas adequadas e medidas bem estruturadas oferece portas abertas a possibilidade de uma recuperação econômica que possa nos trazer novamente a tão esperada estabilidade financeira e a retomada da geração de empregos.

O engraçado é que se repararmos, o PMDB em seus 50 anos de historia nunca elegeu nenhum presidente oficialmente, apesar de já ter governado o país por duas vezes. A primeira vez com José Sarney em 1985 e depois em 1992 com Itamar Franco.

De qualquer forma, esperamos que esse governo de transição realmente nos traga a ordem e o progresso prometido em seu primeiro dia.

Agora, em confissão, desejo ao atual presidente um bom governo e deposito nele a confiança que devemos prestar aos novos governantes, mesmo que eles não tenham sido eleitos com voto meu. Afinal, assim funciona a democracia!

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